Com Chávez, siempre!

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Ao saber, agora à noite, da morte do presidente venezuelano Hugo Chávez, tomou-me uma tristeza enorme. Sei que sua obra, gigantesca, em prol de seu povo, de seu país, da América Latina, não será sepultada com ele. Fica, firme e forte, no legado que deixa aos venezuelanos – a nós brasileiros, bolivianos, argentinos, equatorianos e de tantas outras nacionalidades – a ser administrado agora pelo seu vice e sucessor, Nicolás Maduro, crendo-se em sua vitória no novo pleito a ser realizado em 30 dias.
Não basta, contudo, essa certeza. Aos 58 anos, Chávez ainda teria muito a fazer pelos seus e pelo sul do continente em especial. Destemido, corajoso, trocou às vezes os pés pelas mãos no afã de conclamar seu povo a não fraquejar diante dos poderosos. Para a grande mídia, que lá como aqui tem calafrios com a democracia, golpeia a Nação dia após dia, detesta a soberania, odeia os miseráveis, é um alívio a partida de Chávez, que ainda assim continuará a ser sacrificado em editoriais raivosos. Para quem, contudo, o viu com os olhos da esperança, e nele enxergou um estadista revolucionário, humano, capaz de reverter séculos de exploração, promover a igualdade e conduzir como um paí amável seu povo, renegando mil vezes as teses do capitalismo sanguinário, as doutrinas econômicas que subjugam muitos em troca dos privilégios de uma pequena parte, Chavez é daquelas vozes sonoras que o mundo só em longos intervalos de tempo pode ouvir.
E o que dizia ele de tão sobrenatural? Que pobres não são a escória de uma civilização, que não há futuro sem uma revisão geral e honesta da política, do que é governar, do que é ser livre, do que é viver com dignidade.
Depois de 14 anos na presidência de seu país, Chávez se vai. Nenhum governante da região submeteu-se tantas e tantas vezes a plebiscitos, eleições, enquanto pacientemente (nem sempre, felizmente) carregava o estigma de ditador, forma fácil e venenosa encontrada pela mídia local, regional e mundial de se opor, sem votos, mandato ou procuração dos povos, à sua permanência duradoura no poder.
Não importa, agora. O pesadelo das transnacionais, dos Estados Unidos, da Europa nocauteada pela crise, dos direitistas do mundo inteiro, unidos, virou sonho e este entrincheirou-se nos corações dos venezuelanos e de milhões dentre nós, ainda que separados por idiomas, fronteiras geográficas, mas irremediavelmente juntos na arquitetura de um mundo que nos pertença e ao qual, todos, possamos pertencer. Adiós, comandante. Até breve. Viva a revolução bolivariana!

O BRASIL NÃO PODE MAIS SER SUBSERVIENTE À DIREITA REACIONÁRIA

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