Correa e o novo Equador, exclusivos para Julian Assange

Algumas pessoas (raras) e líderes políticos (mais escassos ainda) conseguem nos subtrair do comodismo em que vivemos, demonstrando o quanto é fundamental conhecê-los mais profundamente, acompanhar o que dizem, avaliar o que falam. O presidente equatoriano Rafael Correa se inscreve neste rol limitado dos que têm muito a nos oferecer em vários aspectos. Reeleito com 61% dos votos no domingo, 16 de fevereiro, Correa tem se notabilizado pela grande aprovação popular que lhe confere seu povo. De jeito algum é uma popularidade vazia, sem obras. Hoje, sem nenhum exagero, é um dos mais respeitáveis líderes políticos da América Latina.
No site Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim, há um vídeo que reproduz entrevista de Correa a Julian Assange, o criador do WikiLeaks, atualmente asilado na embaixada do Equador em Londres.
Na conversa, que você poderá acessar no link ao final do texto, ve-se logo que Correa e Assange falam a mesma lingua, têm os mesmos propósitos: querem e lutam por uma sociedade que entenda a importância e reivindique a democratização da informação. Um começo, mas não só.
As respostas de Correa no decorrer da entrevista escancaram um homem jovem, de personalidade forte, culto, com admiráveis opiniões, de olhos claros (mas sem mascarar sua origem), capaz de resumir em poucas palavras o movimento da América Latina. Movimento este impulsionado por governantes de esquerda que chegaram ao poder na última década, e que segue em direção à integração da região, livre da miséria, da mão de ferro dos banqueiros, das transnacionais, do imperialismo.
Num certo trecho da entrevista, ao referir-se aos limites que o presidente Obama tem para colocar em prática políticas que não estejam alinhadas com o poder econômico e financeiro da potência que diz governar, Correa estabelece logo as diferenças entre o que se faz, hoje, na América Latina progressista, e o engessamento a que está submetido o ocupante da Casa Branca: lá se administra um sistema, aqui administramos mudanças, compara Corrêa. E logo emenda: só quem pode reverter, mudar o que quer que seja, é o povo. Cortante como navalha, Correa ainda brinca (???) ao explicar porque os Estados Unidos nunca correrão o risco de enfrentar um golpe de Estado: porque eles não têm em seu solo uma embaixada estadunidense.Para entender melhor esses conceitos e verificar como se aplicam à realidade, decifrando o xadrez político que se joga hoje no mundo, só mesmo acompanhando de cabo a rabo a entrevista de Correa a Assange, gente da melhor espécie.

Acesse Rafael Correa e Assange

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