Lula na série argentina sobre presidentes da América Latina

A TV Brasil apresentou na noite desta sexta-feira, 21, mais um programa da série Presidentes da América Latina. Desta vez, a produção, que é da televisão argentina, com apoio (inclusive) da Unesco, abre audio e vídeo para o presidente Lula.  O que se vê em cerca de 40 minutos, se tanto, não é pouco. Lula não se resguarda da emoção nem das perguntas. Fala com segurança, defende a integração com os países do sul do continente, a aproximação com os africanos, árabes e asiáticos. Mostra uma nova forma de relação entre as nações calcada não no medo, na submissão, mas na soberania e respeito mútuos.

Receio que dos poucos leitores do blog, parte não vai se interessar pelos 10 vídeos que estou postando logo abaixo. Então, pincelei algumas falas do presidente-operário-revolucionário. Não são literais, mas preservam a essência do que ele disse.

Lá vão algumas:

Sobre as relações Brasil e Argentina, que Lula entende devem deixar de lado divergências históricas e valorizar as convergências (muitas) entre os dois grandes países:  

Na época do Clinton, os presidentes Fernando Henrique e Menem disputavam para ver quem era mais amigo do presidente dos EUA. Um dizia que tinha tomado um cafezinho com o timoneiro do Norte e o outro já rebatia que tinha tomado dois, para ser treplicado, novamente, com o voleio do  adversário, que garantia ter tomado três cafezinhos com o “aliado” lá de cima. 

Sobre um conversa de Lula com George Bush, o ‘Júnior”, quando o presidente brasileiro foi chamado para uma reuniãozinha com o “patrão do Universo”:

Ele (Bush) só falava da guerra contra o Iraque, e mais Iraque e mais Iraque. Então, virei-me pro Bush e disse: Olha não tenho nada contra o Iraque, não quero guerra contra o Iraque.  Minha guerra é contra a pobreza, a miséria no meu país.

Sobre o debate com Collor, às vésperas da eleição:

Perdemos uma eleição que eu já sentia praticamente ganha. Eu estava há mais de 36 horas sem dormir quando fui àquele último debate, não deveria ter ido daquele jeito, cansado. E houve manipulação da Globo.

Sobre a derrota naquela mesma eleição:

Acho que teve a mão de Deus naquela derrota. Se tívessemos ganho naquele momento,  eu não conseguiria governar mais que sete ou oito meses. Nós, nosso grupo, tínhamos então um discurso muito duro, radical. 

No discurso de posse, em 2003, sem controlar o choro:

Diziam que um operário, sem diploma, não poderia chegar à presidência. Mas o operário está aqui, e este é o primeiro diploma que recebo, o diploma de Presidente da República. 

Sobre a resolução de conflitos internacionais:

Não precisamos recorrer à Corte de Haia. A América do Sul pode ter sua própria Corte, seu próprio Conselho e árbitro.

Bem, a entrevista de Lula ao programa tem muito mais. Além disso, é gratificante e faz bem ao patriotismo vê-lo e ouvi-lo. Concentrem-se e encarem os vídeos, mesmo que não gostem tanto dele…como eu gosto e admiro.

Eis o link para os vídeos:

Lula na produção argentina transmitida pela TV Brasil

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