Brasil e Irã: contra a ditadura atômica, o diálogo!

O chanceler turco, Ahmet Davutoglu confirmou, no início da noite deste domingo, que os presidentes Lula e seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad chegaram a um acordo que poderá evitar as (ardentemente) desejadas sanções que os Estados Unidos, com aval dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (exceto a China) pretendem impor ao Irã. Lula se dispôs a intermediar um acordo e, antes de chegar a Teerã, há dois dias, passou pela Rússia, que também carimbou a iniciativa brasileira, ainda que creditando a  “o cara” ínfimas chances de sucesso.

Os termos do acordo, que incluirá o enriquecimento de urânio iraniano fora do país, para assegurar às superpotências (que já tem arsenais atômicos de sobra) que aquele país não fabricará armas atômicas, deverá ser divulgado nesta segunda-feira, 17.

O governo brasileiro e, à frente deste, o presidente Lula, já destoara dos Estados Unidos e de seus aliados de carteirinha ao rejeitar sanções contra o Irã, defendendo uma solução diplomática para a questão. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, esteve no Brasil, recentemente, para tentar dissuadir o governo brasileiro, que – queiram ou não – se tornou um obstáculo à política de confronto adotada por Washington. Deu com os burros n’água, já que o Brasil reiterou sua posição de promover o diálogo em detrimento do uso da força (nuclear, diga-se). Madame Clinton pegou o vôo de volta para sua terra irritada, não sem antes deixar um comentário no mínimo indelicado (próprio da arrrogância de quem só acredita na paz dos cemitérios)  sobre as idéias pacifistas e de negociador de Lula: disse que a pretensão do presidente brasileiro de ser um mediador da paz era dígna de “ingenuidade risível”.

Importante é que, ao contrário da maior parte do mundo, Lula não desancou. Continuou dizendo que não só o Irã, mas qualquer outro país, inclusive o Brasil, tem o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. Como já o fizeram India, Paquistão, Israel, Rússia, Coréia do Norte e, evidentemente, os próprios Estados Unidos, entre outros. E não com fins pacíficos, como já provaram várias vezes…

Não importa a envergadura do acordo que Lula e Ahmadinejad conseguiram costurar com a participação do chanceler da Turquia. De um jeito ou de outro, a grande mídia “pátria” vai minimizar o papel de Lula no episódio, como tem feito até agora, sistematicamente, procurando ridicularizar o operário-presidente. O vômito fétido da nossa mídia despudorada e de seus padrinhos e afilhados “políticos” será lavado com a máquina popular de alta pressão das urnas, em outubro. Mesmo que deixasse Teerã sem ter sensibilizado seu colega iraniano, Lula já teria sido vitorioso. Se o mundo lhe abre às portas, ainda que, alguns, a contragosto, é, certamente,  resultado da mesma confiança que o nosso bacharel dos pobres, dos excluídos, dos sem vozes, sem teto e sem terra tem junto ao seu povo. À mídia, pois, as latrinas da história.

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