Na mira dos mercenários

Amigos informam, e eu também sou testemunha disso, que percebem, nas últimas semanas, um enxurrada de mensagens estranhas chegarem as suas caixas de e-mail. Todas (as mensagens), guardam, contudo, um ponto em comum: procuram, de todas as formas atacar o governo Lula e, especialmente, a candidata declarada da esquerda à sucessão presidencial, ministra Dilma Rousseff.

O palácio de Nero desaba em Roma e, aqui, a direita sai dos escombros para torpedear quem se meter a desafiar seu monarca de plantão, o governador paulista José Serra e seu tutor, FHC. 

Essa onda de e-mails, replicados normalmente por pessoas que estão em nossa lista de contatos, mas que padecem da falta de visão mais aguçada sobre as escaramuças típicas da direita, era prevista. Blogueiros e jornalistas como Paulo Henrique Amorin, Luiz Nassif, Eduardo Guimarães, Luiz Carlos Azenha e outros já alertavam sobre essa artilharia pesada, procurando atingir não apenas Lula e Dilma, mas os próprios blogueiros, utilizando a tática ancestral de denegrir a imagem desses brasileiros com todos os meios disponíveis, investindo em mentiras, especialmente.

A idéia e desmoralizar, sistematicamente, quem se opõe a Serra e tudo que o governador paulista representa (DEM, PIG e companhia ilimitada).  O tiro nem sempre sai pela culatra, considerando que muita gente que recebe essas mensagens as replica, nem um pouco preocupada com a origem do conteúdo ou com a veracidade dessas correntes do mal. Claro que a direita sabe perfeitamente disso, tanto é que criou uma logística dígna dos fundos do inferno para expandir sua cólera e arrebanhar súditos desinformados, que apreciam a leviandade dessa farra-do-boi eleitoral.

Diz-se, e acredito plenamente nisso, que há uma central, comandada por mercenários, montada exclusivamente para bombardear Lula, Dilma e quem mais os defenda. A arena de guerra, é a Internet. As presas preferenciais são os incautos, os preguiçosos que gostam de comprar pronto e nem sonham em contestar o que quer que recebam em razão da mais absoluta alienação em que vivem. 

Do que são capazes estes mercenários, sei bem. Já presenciei com os próprios olhos lideranças sindicais de trabalhadores, muito simpáticas à direita expondo estratégias para campanhas eleitorais municipais, em que afirmavam disposição para inventar o que fosse preciso para macular a honra dos adversários. “A gente pode espalhar que ele é veado, corno, que bate na mulher”, sugeriam despudoradamente. 

Criminosos deste naipe encontram sempre trabalho em comitês, mesmo que fiquem (e ficam) nas sombras. Alguns deles são especialistas em ‘descontruir’ imagens, termo usual e bastante conhecido nos meios políticos e até nas máfias do setor privado. Mas, devem saber que na trincheira oposta haverá, sempre, quem se disponha a enfrentá-los, ainda que a metáfora possível resultante esteja mais para aquele idéia do grãozinho de areia no deserto ou a de encher o oceano com a concha das mãos. Se o torpeza dessa gente não tem limite, a ingenuidade, a inocência, do lado de cá, deve ter.

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