Saúde? Salva-se quem pode.

A cada dia que passa, mais a medicina se afasta da vida e cultua a morte. Tanto faz se no setor público ou na rede privada. O quanto de vida nos resta depende do volume da carteira e das contas bancárias e menos, significativamente bem menos, da nossa vontade de viver. No Centro de Fisioterapia da Santa Casa de Rio Claro, que atende pelo SUS, portanto, pacientes encaminhados pela rede pública,  grupos de 10, 12 pessoas se juntam numa pequena sala, com uns poucos aparelhos de ginástica velhos, quebrados e se deitam na única cama disponível, estreita, para receber os cuidados dos profissionais, em sessões relâmpagos. A  cama, aliás, é compartilhada, simultaneamente, por dois pacientes que necessariamente ficam colados um no outro por falta de espaço. O constrangimento é maior para senhoras idosas, que precisam dividir a cama com homens, obervadas por uma platéia que aguarda a vez. Privacidade zero, respeito zero, qualidade zero. Nos hospitais, o drama é maior, com UTIs que lembram açougues, funcionários desqualificados e sempre a desculpa esfarrapada de que não se pode reclamar porque ganham um salário miserável para o que fazem. As exceções, os competenetes e responsáveis, não dão conta de segurar o rojão.

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