Cotas raciais

O STF começou ontem, 3, a ouvir 38 pessoas favoráveis ou contrárias às cotas raciais nas universidades, que garantem vagas para negros e indios. Ontem, no Repórter Brasil, da TV Brasil, uma liderança negra sintetizou o debate: “num país de desigualdades, como o Brasil, o desigual tem de ser respeitado e ver seus direitos assegurados”, afirmou o entrevistado. “Pelo menos até que a escola pública, a educação fundamental e de nível médio tenha qualidade e amplitude de acesso para restabelecer um mínimo de igualdade”, tascou.  A  decisão do plenário do STF sobre a razoabilidade ou não das cotas será anunciada após essas audiências, mas ainda sem data fixada. Em princípio, valerá para a UnB – Universidade de Brasília, que teve sua política de cotas contestada por quem, por quem? Pelo DEM! Isso mesmo, os demos aliados de FHC e do Serra.  No entanto, o que ficar decidido deverá repercutir, em cascata, para as outras mais de 60 universidades públicas do país que adotam o sistema de cotas. Curioso é que, mesmo entre as lideranças negras, há divergências radicais sobre o tema. Ontem, contudo, no primeiro dia de audiências, apenas três das 13 lideranças ouvidas defenderam o fim das cotas raciais. As audiências prosseguem até amanhã, sexta-feira.

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