Olha lá, vai passando a procissão…

Durante um bom tempo, há alguns anos, chamaram o jornalismo de “O 4º Poder”. Tal como o Executivo, Legislativo e Judiciário. Boa parte dos jornalistas parece convencida disso. E age embalada por esta suposição. Faz e desfaz. Manipula, mente, trapaceia, omite, camufla. Só não faz melhor porque tropeça na gramática, embola as idéias, ressente-se da falta de neurônios, acha que qualquer ardil funciona para ludibriar o leitor. Mas tenta, e como tenta, sempre que pode, desfilar este orgulho besta que deveria, sim, andar murcho entre as pernas, como o rabo de um viralata. Em geral, jornais e jornalistas, salvo raríssimas exceções, não se definem. Nunca sabem se estão mais para agências e agentes de propaganda ou para escrevinhadores da história. Nem refletem sobre isso, na verdade. Sequer precisam. Embolsam o salário no final do mês, mísero que seja, ou contabilizam os lucros. Nada além.  A sociedade que os rodeia e que os lê também não costuma pensar ou refletir sobre qualquer coisa que perturbe a certeza e que a faça desabar na dúvida. Então, vivem quites uns com os outros. E vão adiante. Como num féretro, carregam o esquife. Dentro dele, o cadáver…a dignidade.

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